De área residencial a bagunça – Polo gastronômico de Nilópolis vira inferninho – parte 1

Há alguns anos que Nilópolis tem expandido o número de estabelecimentos comerciais, em especial os do ramo de alimentação. Bares, restaurantes, pizzaria, pubs, entre outros, surgiram com uma nova opção de lazer. Entretanto, todo esse processo está ocorrendo sem qualquer vigilância e direcionamento da Prefeitura de Nilópolis.

A expansão comercial e a efetivação do primeiro polo gastronômico da cidade é algo positivo desde que exista respeito da Lei e Ordem. O caso em questão, é a área entorno da Rua Darcy Vargas. A expansão desordenada chegou perto de expulsar a vizinhança da rua. Para impedir isso, moradores se juntaram e conseguiram fechar a rua para o lado da Rua Alberto Teixeira da Cunha. Uma medida feita por conta própria e que se dependesse da prefeitura, tudo estaria na mesma.

Alberto Teixeira com Darcy Vargas. Antes: uma das ruas mais cobiçadas para se morar. Foto de 2010

Problema não resolvido

Apesar da barreira, o portão só atingiu parte da consequência e não a causa. Com o fechamento da rua, o espaço da entrada se tornou um estacionamento e área de lazer, com isso, aumentando ainda mais a concentração de pessoas, até chegar o ponto da Alberto Teixeira da Cunha ser invadida e semi obstruída. Na internet é possível conferir o “inferninho”, veja:

“Polo Gastronômico” virou baile de favela

Segundo moradores, a partir das 22h começa o “inferninho” e que dura, na maioria das vezes, até o fim da madrugada do próximo dia.”Até certo ponto todo movimento é normal para a quantidade de comércio mas depois das 10, vem uma garotada beber, cheirar e ficar fazendo arroaça na rua. ” disse uma moradora que não quis se identificar.

Foi perguntado para a mesma moradora se alguma autoridade foi informada e está ciente do problema, veja resposta: “No início chamamos a polícia, que nos orientou acionar a prefeitura por causa da ordem pública do comércio. Mesmo assim, não houve nenhuma solução para os moradores. A Prefeitura chegou a fazer reuniões mas que serviram mais aos comerciantes do que a nós. Colocaram iluminação melhor, que serviu para eles. Ficaram de prometer uma ação conjunta com a polícia mas nos enganaram e pra piorar, cada vez mais barulho nas madrugadas, e não há portão que segure um baile de funk as 4 horas da madrugada.

Diante da falta de paz e tranquilidade, parte dos moradores já estão cogitando vender seu imóveis. Alguns já estão sendo abordados por empresários que querem instalar seus negócios na área e aos poucos eliminando as casas ao redor. A próxima etapa será a interseção do Ministério Público para acompanhar e cobrar dos entes públicos a garantia da lei e ordem.

Devido a complexidade do assunto, o Folha de Nilópolis dividiu este assunto em duas partes. Na próxima publicação continuaremos o assunto com mais detalhes.

1 Comentário

  • Essa é a Nilópolis que os administradores públicos deixaram. Ótimo legado dos turcos, Calazans e todos os outros. Deixaram a milícia entrar e dominar a cidade, agora fazem o que querem e ai de quem chiar.

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