Estratégia: Ex-vereador usa jornal para criticar o prefeito de Nilópolis

Cada vez mais a política se mostra uma sujeira sem tamanho. No passado, Jorge Nei Hungria e sua família defendia com todas as forças o prefeito Farid Abrão. Inclusive transformando o Jornal A Voz dos Municípios Fluminenses, cuja propriedade é da família Hungria, em verdadeiro cabo eleitoral do prefeito.

Hoje a realidade é outra. Mas a “mudança” não começou agora. No final de 2012, vendo que a gestão Sérgio Sessim já tinha afundado, Jorge Nei, até então vereador e defensor do governo, passa a publicar no jornal matérias em que mostrava as mazelas do governo. A tentativa de se aproximar de Alessandro Calazans, que buscava seu primeiro mandato como prefeito de Nilópolis, deu certo e apesar de continuar a prestar serviços de publicação de atos oficiais da Prefeitura e de materiais gráficos para diversas secretarias municipais, Jorge Nei se alia a Calazans, que vence a disputa.

Jorge Nei também se elege para mais um mandato. o sexto em sua carreira política. Jorge Nei então passa a ser defensor ferrenho da gestão Calazans. Chegam novamente as eleições municipais e Calazans é candidato a reeleição e na disputa contra Farid Abrão, perde feio e deixa a prefeitura de Nilópolis com uma das maiores taxas de rejeição da história.

Voltando ao jornal, este tenta a mesma estratégia de publicar as mazelas da gestão, porém, Farid não dá brecha e diferente de Calazans, passa a ignorar Jorge Nei, que sofre outro duro golpe. Perde o mandato de vereador. E agora, sem mandato e tendo apoiado o candidato da oposição, Jorge Nei, ainda tenta articular algo, mas Farid deixa claro que não tem negócio além do que já é de direito, ou seja, os contratos com a Prefeitura de Nilópolis são mantidos e nada mais.

Jornal contra o prefeito

Insatisfeito, o ex-vereador Jorge Nei e sua família, passa a usar o Voz dos Municípios para publicar matérias contra o governo, porém, na verdade, são matérias em que o ex-vereador se julga injustiçado. Num claro uso do veículo de comunicação de forma parcial.

Mais recentemente, o Voz dos Municípios Fluminenses, publicou na página 05 da edição que chegou às bancas no último dia 25 de janeiro (3275), uma matéria de página inteira onde “lamenta a mudança da Escola Municipal Vereador Orlando Hungria para um outro endereço”, diga-se de passagem no mesmo bairro. Na tentativa de colocar a população contra o governo Farid Abrão, o jornal ainda faz uma propaganda das “diversas realizações de Jorge Nei para os bairros de Olinda e Cabral e as inúmeras benfeitorias na escola”. Esquece porém de, apesar de ser um jornal, não dar espaço para que a Prefeitura ou o prefeito Farid dê a sua versão. A matéria é na verdade um grande chororô de perdedor.

É cabível lembrar que Jorge Nei, que hoje quer ser um grande defensor da população nilopolitana, por anos usou o Voz dos Municípios Fluminenses apenas para propagandear feitos, até mesmo alguns questionáveis, do seu mandato e dos prefeitos que passaram ao longo dos anos. Esquece também, o ex-vereador, que em um dos episódios mais tristes no que tange ao respeito aos animais, o seu caminhão foi usado para transportar cachorros de um abrigo nos fundos da Capela São Matheus para um terreno em Cabuçu (Nova Iguaçu), onde durante a viagem, alguns animais chegaram a se ferir, inclusive, segundo protetores de animais, pelo menos dois cães teriam morrido na viagem.

Recentemente, o contrato com a Prefeitura de Nilópolis, iniciado em 2016, com o valor anual de R$ 743.371.20, foi reduzido para R$ 483.187,10. Até 13 de julho deste ano, o jornal da família Hungria continuará a divulgar as publicações oficiais da Prefeitura. O Voz dos Municípios foi fundado por Gonçalo e Orlando Hungria em 2 de agosto de 1953 e já está na terceira geração da família.

Em diversos municípios do Brasil, a divulgação dos atos oficiais é feita diretamente nos sites das prefeitura. Recentemente Nova Iguaçu extinguiu o contrato de publicação de atos oficiais com jornais impressos, publicando-os apenas no site oficial. Em Nilópolis, caso isso fosse feito, só com essas publicações o município economizaria em torno de R$ 480 mil anuais, dinheiro que poderia ser empregado na Saúde ou na Educação, por exemplo. Mas isso o Voz dos Municípios Fluminenses não publica.

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